|   Jornal da Ordem Edição 3.300 - Editado em Porto Alegre em 19.09.2019 pelo Departamento de Comunicação Social da OAB/RS
|   Art. 133 - O advogado é indispensável à administração da justiça, sendo inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão, nos limites da lei. Constituição Federal, 1988
ARTIGO

07.08.07  |  Alexsandro Oliveira   

Caos aéreo x amadorismo administrativo

Por Alexsandro Oliveira,
advogado (OAB/RS nº 59.283)

Na edição da Jornal da Ordem de 25 de julho foi veiculada a notícia de que o presidente da Associação Nacional em Defesa dos Direitos dos Passageiros do Transporte Aéreo, advogado Cláudio Candiota Filho, entregou ao presidente da OAB gaúcha um dossiê em que denuncia e inicia uma campanha contra o loteamento de cargos na administração pública.

O chamado aparelhamento atingiu os mais diversos setores da administração pública federal.

Como exemplo temos, além do citado setor aéreo, os Correios que há algum tempo deixaram de ser aquele exemplo de eficiência e confiança que outrora conhecemos.

É muito simples a verificação disto. Basta buscarmos a qualificação dos profissionais que administravam a estatal anteriormente ao governo Lula e compararmos com os atuais.

Durante anos a ECT investiu na formação de técnicos postais (nível médio) e administradores postais (nível superior) e num piscar de olhos vimos profissionais com mais de 20 anos de experiência e formação serem substituídos por partidários do governo federal sem a experiência e formação necessária ao desempenho dos cargos administrativos da empresa.

O resultado disto são os constantes atrasos na entrega das correspondências, faturas que chegam a seus destinatários após o vencimento, dentre tantos outros problemas. E adivinhem quem paga por este atraso?

Poderíamos listar uma infinidade destes casos, mas não caberiam neste artigo. São profissionais de nível básico que com pouco mais de cinco anos de profissão, em alguns casos,  de uma hora para outra assumem funções  de nível médio (de técnicos postais) e de nível superior (de administradores postais) substituindo na grande maioria dos casos profissionais com mais de 20 anos de experiência e que ajudaram a construir o maior patrimônio que a ECT tinha que era sua confiabilidade.

Foram anos de formação e investimento, e quando me refiro a investimento falo de dinheiro gasto na formação destes profissionais, para de uma hora para outra colocá-los em funções subalternas por mero capricho e perseguição política.

Portanto o que ocorreu na ECT muito se assemelha ao que está acontecendo na aviação: amadorismo administrativo.

Infelizmente na aviação pagamos com o preço mais alto que são as vidas destruídas, enquanto na ECT pagamos os juros e multas pelas quitaçãos de faturas em atrasos, como se já não bastasse a carga tributária que suportamos.

(*) E.mail: alexoliveira14@hotmail.com

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